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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Quem lava quando chove, enxuga quando pode.

O que está limpo não enjoa.

Em toda a casa há roupa suja,

Quem corre atrás de dois coelhos, não pega nenhum.

A perdiz é perdida, se quente não é comida.

A pequeno passarinho, pequeno ninho.

Se queres apanhar o lobo, prende-lhe a loba.

Se assim corres como bebes, vamos às lebres.

Quem caça veado despreza a lebre.

Não se caçam lebres tocando tambor.

Às vezes, corre mais o Demo que a lebre.

Quando se atira o tiro, é que se apanha o coelho.

Depois de fugir o coelho, todos dão conselho.

De onde não se espera salta um coelho.

Coelho duma cama só, morre depressa.

Das aves, boa é a perdiz, mas melhor a codorniz.

Quem caça uma arvela, é mais fino que ela.

Inda que a garça voe alta, o falcão a mata.

Em janeiro, nem galgo lebreiro, nem açor perdigueiro.

Cão azeiteiro, nunca bom coelheiro.

No amor e na caça, começa-se quando se quer e acaba-se quando se pode.

Nem boa moça na praça, nem homem rico por caça.

Não caça do coração senão o dono do furão.

Mentiras de caçadores são as maiores.

Mau caçador, bom mentidor.

Valéria Kosenko (6.º B 2012-13)